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Por que Deus permitiu a maldade no mundo?
“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." (Efésios 6:12)
Dos Anjos à Criação Visível.
Durante um tempo incalculável para nós — mas que para os anjos pode ter sido apenas alguns dias ou semanas — eles viviam em comunhão com Deus numa dimensão além da nossa compreensão. Foi quando, movido pelo amor, Deus teve um novo impulso criativo e decidiu formar o universo visível.
Ele formou então o céu (o espaço sideral) e a Terra. Na Terra, estabeleceu condições específicas para sustentar novas formas de vida e a encheu com toda sorte de seres diferentes dos anjos. Os Filhos de Deus, maravilhados com a diversidade criada, louvaram a sabedoria divina. (Jó 38:7)
Por fim, Deus criou o homem, feito pouco menor que os anjos, e a ele confiou o cuidado da Terra e tudo o que nela há. (Gênesis 1:28)
A Altercação.
Um dos Filhos de Deus questionou a decisão divina de entregar tamanha obra a seres tão frágeis e limitados. Satanás acreditava que os anjos seriam mais aptos para essa responsabilidade e se julgava capaz de administrar a Terra em melhores condições.
Para provar seu argumento, propôs testar os seres humanos. Do seu ponto de vista, nós não passávamos de animais fracos e desprezíveis. Satanás não se considerou culpado pelas consequências de seus atos. Ele via na fragilidade humana uma prova cabal de que Deus poderia ter cometido um equívoco.
A Parábola de Jó.
A narrativa bíblica nos conta no livro de Jó a maneira como tudo isso aconteceu. Lemos que Satanás não fez sua acusação em privado mas, de forma premeditada, o fez diante da congregação dos anjos, buscando apoio entre seus irmãos. Concordemente, muitos entre eles consideraram razoável a objeção e esperavam da parte de Deus uma resposta à altura. (1 Pedro 1:12)
Para demonstrar sua infalibilidade, Deus permitiu que o homem fosse provado, mas estabeleceu desde o início um limite: o sofrimento humano não poderia ser eterno, estabelecendo que a morte encerraria a experiência, caso este cedesse à tentação. (Jó, capítulos 1 e 2)
A Expectativa da Salvação.
Se no decorrer do tempo estabelecido, apenas um homem em sua breve vida demonstrasse fidelidade absoluta a Deus, o argumento de Satanás estaria invalidado. Seria necessário alguém capaz de resistir às tentações e permanecer fiel, mesmo sob dor e perseguição.
Mas, para ser justo, esse homem não poderia ser qualquer um. Deveria ser alguém sem a herança genética do pecado recebida do primeiro Adão.
O Segundo Adão.
Satanás provavelmente não esperava que Deus criasse um “segundo Adão”. Um novo homem, que teria consciência das consequências da desobediência, pela experiência de ter crescido assistindo o sofrimento à sua volta, e se compadeceria disso.
Assim, o último Adão — o Cristo — se manteve fiel mesmo diante das piores adversidades, foi resiliente e compassivo, abrindo mão de si em favor das demais criaturas, demonstrando uma compaixão além da compreensão. (1 Coríntios 15:45)
O Fim do Sofrimento.
Chegado o fim dos tempos designados, o período concedido para que Satanás provasse sua tese se encerraria. À esta altura Deus já teria demonstrado que o homem pode sim se manter fiel aos preceitos determinados por Ele, sendo capaz de cuidar da criação, por abrir mão do próprio ego em prol do bem maior.
Por meio deste último Adão seremos redimidos do erro do primeiro. Receberemos dele a adoção e o teremos como um novo Pai em quem podemos confiar, diferentemente daquele do qual nos originamos no início. (Efésios 1:4-5)
Agora, resta-nos aguardar o cumprimento das promessas daquele que sempre soube o que fazia ao confiar a Terra ao homem como herança. (Apocalipse 21:3-4) E aqueles que forem assim justificados hão de herdar a Terra, finalmente.









O termo herdar a Terra é ao pé da letra ou é metafórico ?
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